VYDIA

yoga para todos

 


Vydia “Vydia” , hoje uma palavra utilizada na Índia como ” conhecimento” vai mais além. É um nome dado a Deusa Hindu Saraswati , a personificação do conhecimento verdadeiro, a sabedoria plena, que tira a venda dos olhos dos homens.

Esta sessão propõe ao visitante uma via para reflexão nesse caminho para a real sabedoria….

OS OITO MEMBROS DO YOGA

O termo Sânscrito Yoga é normalmente interpretado como “união” do EU, individual, com o SUPREMO de si mesmo.

O Yoga (ioga) é tradicionalmente dividido em 8 membros:

Yama – diz o que deve ser realizado para não causar danos ao indivíduo e à sociedade – não violência, verdade, abstenção da avareza, controle do prazer sensorial, livrar-se da ambição de possuir mais do que o necessário.

Nîyama – nos diz o que devemos fazer pelo bem do indivíduo e da sociedade – higiene, contentamento, ardor (paixão pelo que faz), autoexame e auto rendição.

Ásanas – são as várias Posturas que levam as funções físicas e fisiológicas do corpo a entrar em harmonia com o padrão psicológico da disciplina yogue.

Pranayama – é a ciência da Respiração. Além da irrigação celular e o auxílio à liberação das toxinas, conecta o macrocosmo com o microcosmo, juntamente com as posturas, leva à concentração e à meditação.

Pratyahara – é igualmente, Silenciar os sentidos e mantê-los passivamente em suas posições, ou direcioná-los para o interior da individualidade (na essência do ser).

Dharana – é a Concentração. É focalizar a atenção no cerne do ser.

Dhyana – é a Meditação, é a contemplação do seu templo (corpo) na unidade periferia/centro.

Samadhi – é o estado de graça em que corpo, mente e alma comungam com o Espírito universal.

 ” É assim que o Yoga deve ser praticado, com vontade, disciplina, respeito ao seu corpo, silenciando os sentidos até chegar ao estado de união e equilíbrio entre corpo/mente/alma. Assim, teremos uma melhor qualidade de vida enquanto buscamos descobrir que já somos o que procuramos”.     
Profa- Michelline Almeida (Vina)

É POSSÍVEL SOFRER DE AMOR? (Por Bal)

“Eu sofro de amor” é uma trágica afirmação que se faz presente em milhões de bocas e mentes mundo afora. Independente de etnia, credo, educação ou formação, sofrer de amor se apresenta como se fosse uma maldita condição inerente à natureza humana. Tanto se reforça essa afirmação que lidar com ela é questão cotidiana. “Não vivo sem você” diz a música, “morro de amor” diz a literatura, “preciso do seu amor” diz o cinema.
Mas como é possível que haja amor, e do amor brote sofrimento?
Simplesmente não é possível.
A identificação com o sofrimento surge da ilusão da incompletude; da falsa ideia de que ter satisfeitas suas expectativas românticas resultará em plena satisfação. Aquele que declara sofrer de amor sequer conhece o objeto “amado”, pois que ele é apenas ideal, fantasia e especulação. O que ele imagina amar não existe além de sua imaginação. Ele não conhece o amor, simplesmente deu o nome “amor” ao doloroso anseio de se ver completo por algo que vê “do lado de fora”.
sofrer de amor é a crença de que a felicidade só pode ser encontrada em algo além do alcance; é o desespero que frutifica de ter que lidar com a fragilidade do apego.
O amor, por sua vez, é em si mesmo completo. E se é completo, não resta espaço para identificação com sofrimento. Eleve sua percepção de amor para além do desejo, da sensualidade e da sexualidade, então haverá se percebido completo; livre do prazer efêmero obtido pela satisfação dessas carências se manifesta o amor verdadeiro. Esse não se sente incompleto em função do outro, mas abarca sua liberdade; ele não possui deveres, necessidades ou limitações. É uma força livre do outro e de si próprio; a ele tudo é permitido . Essa força, sem esforços, se expande e a tudo devora com delicadeza.
Mas não se aprende a amar. Quando você procura aprender a amar, o amor se foi.
Perceber o amor é uma reviravolta.

Não existem condições para o amor. Amor é entrega, e nunca submissão; é completude, e nunca necessidade; é doação, e nunca negociação; é unidade, e nunca apego. O amor diz “Somos Livres”.

Bal

“Multi sunt vocati, pauci vero electi.”